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Por Francisco José Viegas|18.07.17
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Jane Austen (1775-1817) morreu há 200 anos. Há por aí uma parafernália de tolos modernos e pós-modernos que não a leram por preconceito e a declaram uma "conservadora", queimando-a nas fogueiras do seu fervor inquisitorial.

Acontece que, na literatura europeia, Jane Austen está ao lado de Shakespeare, de Dickens ou talvez de Dostoievski, Flaubert e Nabokov como criadora de personagens que nos inventaram e tornaram possível a nossa época: ‘Orgulho e Preconceito’, como ‘Sensibilidade e Bom Senso’ e ‘Mansfield Park’ são monumentos que albergam ironia, triunfo cómico (sem perder êxtase romântico), sentido do detalhe, e uma extraordinária elegância da sua prosa. ‘Persuasão’, livro póstumo, é um prodígio de intensidade, a mesma que rodeia a relação de Miss Bennett e Mr. Darcy, personagens de ‘Orgulho e Preconceito’, romance único do nosso cânone (Bennett é das personagens mais irónicas, espirituosas e revolucionárias da literatura europeia).

O seu génio é tão elevado como a sua capacidade de analisar a sociedade e os preconceitos do seu tempo. E do nosso.

Citação do dia
"Hedonismo eugénico de CR7 contradiz os interesses das crianças"
Octávio Ribeiro, ontem, no CM 

Sugestão do dia
AGUSTINA - A obra de Agustina Bessa- -Luís está prestes a sair, volume a volume (na Relógio d’Água). ‘A Sibila’ é o primeiro a chegar às livrarias, com prefácio de Gonçalo M. Tavares, tal como ‘Dentes de Rato’.

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