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Francisco José Viegas

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O secretário-geral do PCP é uma pessoa que me inspira simpatia, mas não condescendência.
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Por Francisco José Viegas|10.11.17
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O secretário-geral do PCP é uma pessoa que me inspira simpatia – mas não condescendência. E a simpatia que Jerónimo de Sousa inspira não serve de contrapeso para condescender com o secretário-geral do PCP quando, inspirado pela fé e, certamente, pelo hábito, fala sobre a Revolução Soviética – e, embalado numa homilia sem fim nem começo, redonda como a cúpula do Kremlin, mistura o seu sermão com propaganda rebuscada de ‘O Militante’ de há quarenta anos.

Explico: uma coisa é defender aquilo que Jerónimo defende na vida portuguesa; outra coisa é, pisando sobre a verdade (o seu texto sobre a revolução no ‘DN’ é um exemplo), os factos e as evidências, tecer loas ao totalitarismo, esquecer os milhões de mortos dos regimes socialistas (que deve tratar como um ligeiro desvio) e, por extensão, festejar o pacto Estaline-Hitler, o terror de Lenine ou os campos da morte no Camboja – precisamos de saber o que pensa sobre o assunto.

De qualquer modo, assinalou-se ontem a queda do Muro de Berlim e muitos ocidentais, extasiados, puderam finalmente pedir asilo político na ex-RDA ou na URSS. 

Destaca Agustina
Álvaro Manuel Machado resume o trabalho de uma década de releituras. ‘O Significado das Coisas’ (Presença) dá um merecido destaque a Agustina – um dos motivos essenciais do interesse deste livro.




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