Por Francisco José Viegas|22.12.17
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A substituição da marca religiosa do Natal pela da 'festa da família' e pela glorificação de um Pai Natal nascido na Lapónia finlandesa (para contentar os pagãos) obriga-nos, pelo menos uma vez ao ano, a falar da sua origem, ou seja, do nascimento de Jesus Cristo.

Frederico Lourenço, que traduziu os quatro evangelhos (e está a traduzir a Bíblia no seu conjunto), disse já o essencial sobre o assunto: independentemente de acreditarmos - ou não - que  as frases dos evangelhos foram pronunciadas por aquela pessoa concreta, a verdade é que o mundo teria de mudar depois de elas serem ditas, sobretudo as que se repetem nos quatro autores, Marcos, Mateus, Lucas e João, os evangelistas.

Mesmo quem não é cristão não pode ficar indiferente a essas passagens - nem à passagem de Jesus (bem como da sua ironia, do seu desplante, da sua coragem, da sua originalidade) pela terra dos homens. Só por isso merecemos todos relembrar que há mais no Natal do que o Pai Natal, a 'festa da família' e o dever de oferecer presentes. Por muito que queiram relativizar, desconstruir e ateizar o Natal.

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'Falcó', de Arturo Pérez-Reverte (Asa) é o início da saga de espionagem durante a guerra civil espanhola; é um achado do ponto de vista do protagonista, um cínico que trabalha para os franquistas.
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