Sub-categorias

Notícia

Por Francisco José Viegas|03.01.18
  • partilhe
  • 7
  • 1
Shakespeare, Garrett, Lorca, Gil Vicente, Brecht, Tchekov - Guida Maria (1950-2918) representou-os no palco, entre muitos outros. Passou pelo cinema, pelo teatro, pela televisão, sempre com aquela beleza única e mítica entre os rapazes da minha geração (sobretudo os que viram 'A Promessa', de António de Macedo, ou 'O Vestido Cor de Fogo', de Lauro António).

Era uma beleza ousada e desafiadora, cativante (que fascinou Truffaut), que atravessou muitas das grandes histórias do teatro e da vida de Lisboa.

Pedro Correia, no blogue Delito de Opinião, escreveu o essencial: "Um toque de inesperado colorido a um país baço e chato e deprimido." Uma espécie de "raio de luz que emergiu das sombras", uma mulher combativa e enérgica cujo riso era um trovão e que parecia estar ligada aos grandes momentos do seu tempo, inclusive na política.

A sua interpretação dos 'Monólogos da Vagina' (em 2000) foi, a todos os títulos, sublime e marcante para a sua vida de atriz e de mulher.

É assim que a recordo, em noites de conversa e de evocações - com um raio de melancolia e atrevimento. Obrigado, Guida.
Ver todos os comentários
Para comentar tem de ser utilizador registado, se já é faça
Caso ainda não o seja, clique no link e registe-se em 30 segundos. Participe, a sua opinião é importante!

Subscrever newsletter

newsletter Diária Resumo das principais notícias do dia, de Portugal e do Mundo. (Enviada diariamente, às 9h e às 18h)