SNS – que modelo para Portugal (1ª. parte)

Gentil Martins

SNS – que modelo para Portugal (1ª. parte)

Não podemos considerar a saúde apenas numa ótica de despesa.
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Por Gentil Martins|31.07.15
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Comemoraram-se há pouco os 35 anos do Serviço Nacional de Saúde, considerado a maior conquista de Abril! O que nem sequer contestamos…
Ninguém duvidará da sua utilidade. Contudo, se os resultados têm sido bons, poderiam certamente ter sido melhores. Foi positiva a universalidade, mas errado o modelo escolhido, sem liberdade de escolha do Médico ou da Instituição. E penso que o melhor que tem tido o SNS e o seu êxito se devem sobretudo à qualidade dos seus profissionais, e não ao seu modelo.

Da viabilidade e sustentabilidade, a manter-se a orientação destes últimos 35 anos, duvido que alguém sinceramente ainda duvide da inviabilidade, a menos que surjam alterações muito profundas.

Quanto à gestão, também não nos parece razoável acreditar que deva ser mantida. Qualquer Sistema de Cuidados de Saúde num País que se pretende livre e democrático obriga ao respeito de alguns princípios fundamentais e um deles é, certamente, a liberdade de escolha, associada à universalidade de acesso a tudo aquilo que é fundamental, e está dentro dos recursos existentes.

Na solidariedade Médico/Doente reside a essência da verdadeira Medicina, técnica e humana. E quando tanto se fala de solidariedade e de humanização, que forma melhor de humanização do que facilitar e permitir a relação privilegiada Doente/Médico? Diálogo singular, em que a orientação pertence ao Médico e a decisão final ao doente, com um consentimento bem informado. É básica a implementação de todo um programa de educação e literacia na saúde, que permita aos cidadãos, quando doentes, poderem participar responsavelmente nas tomadas de decisão que lhes digam respeito.

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