A moral por medida

Helena Garrido

A moral por medida

O Bloco e o PCP aplicam ética e moral por medida.
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Por Helena Garrido|04.03.16
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Maria Luís Albuquerque aceitou o convite de ser administradora não executiva de um fundo que compra aos bancos dívida em incumprimento e a tenta recuperar. Vai exercer funções de consultoria e integrar a comissão de risco e auditoria limitando a sua acção ao mercado inglês e mantém-se como deputada.

O país político do Bloco de Esquerda e do PCP escandalizou-se. Querem explicações, tecem acusações, acusa-se a ex-ministra de violar princípios éticos. O PS fica um pouco mais recuado, naquela táctica de esperar para ver sem querer incendiar demasiado os ânimos.

Os socialistas bem sabem no que pode dar essa frente de ataque. A Assembleia da República está bem composta de deputados que, lembre-se, fazem leis e são ao mesmo tempo advogados. De vez em quando alguém se lembra de chamar a atenção para essa tão difícil conciliação, de advogado e legislador. Depressa cai no esquecimento.

Aquilo a que assistimos com Maria Luís Albuquerque é mais um caso de moralismo e ética à medida das conveniências.
O Bloco e o PCP sabem bem que não há incompatibilidade entre o que Maria Luís vai fazer e o seu cargo de deputada.
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