Feriados e economia

Helena Garrido

Feriados e economia

Quando a prioridade é a indústria não se repõem feriados.
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Por Helena Garrido|15.01.16
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O Governo decidiu repor os quatro feriados. Mais descanso é bom para a economia, aumenta a produtividade, dizem uns economistas. Mais feriados e "pontes" vão afectar a produtividade, argumentam outros. Todos têm razão. Depende da dose e dos sectores. E dos objectivos de quem governa o país.

A partir de um determinado número de horas de trabalho a produção por trabalhador diminui. É famosa a comparação entre a França e os Estados Unidos – os franceses são mais produtivos por hora mas os americanos produzem mais por dia.
Mas há outros problemas. Os feriados e as "pontes" podem aumentar a produção do sector de lazer mas têm efeitos na indústria, que trabalha em contínuo ou que tem custos associados ao encerramento das máquinas.

Os custos desses sectores aumentam. Quer se feche a fábrica, já que o mesmo equipamento vai produzir menos anualmente, quer a mantenham aberta, pois terão de pagar trabalho em dia feriado. No sector público, há mais custos, por exemplo, na saúde.

Quando um país quer dar prioridade à indústria não repõe feriados. Quando o Estado está sem dinheiro também não aumenta feriados.
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