O jogador

João Botelho

O jogador

“Depois de uma campanha eleitoral desastrada, António Costa jogou e jogou muito bem”.
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Por João Botelho|29.11.15
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O jogador

Não, não se trata da pequena e maravilhosa novela de Dostoievski, de nenhum vício, de nenhuma vertigem para o abismo. 

Mas de um cidadão, de nome António Costa, que foi um excelente presidente da Câmara, apesar dos novos barulhos, da cacofonia insuportável dos turistas para quem às vezes gosta do silêncio, das feiras e mostras contínuas, de um certo lado ‘Albufeira’ em que Lisboa se está a transformar, mas que, abrindo a cidade para o rio, de um modo irreversível e maravilhoso, tornou Lisboa num centro de atracção tão divertido como pacífico, quase um pequeno paraíso neste mundo turbulento, caótico, imprevisível de terríveis ameaças. Prepara-se agora para ser primeiro-ministro, apresentando rapidamente um governo de 17 ministros, com ar de boas e competentes pessoas, capazes de aliviar um pouco a asfixia, a vida miserável de muitos e o medo de todos, com que o governo de direita nos manipulou durante quatro anos.

Faz algum sentido dizer que estávamos melhor quando o défice e a dívida aumentaram para números inimagináveis apesar dos cintos apertados até ao derradeiro furo? Faz algum sentido ter sido o sector financeiro e a banca, os privados e os ricos, a receber o maior apoio do Estado à custa dos pobres contribuintes? Faz algum sentido Portugal ter sido vendido a retalho e a preço de saldo? Leiam os textos programáticos do malogrado social-democrata Francisco Sá Carneiro, onde ele defendia a dignidade e a independência nacional, e tenham vergonha.

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