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Por João Pereira Coutinho|17.02.17
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Como comentar a novela da Caixa sem descer à idade mental dos seus protagonistas? Mistério. Porque a Caixa, das mentiras iniciais à crise política instalada, faz lembrar as festas dos adolescentes. Começa-se com pequenos goles. Avança-se para a bebedeira. A seguir, vem a destruição: cortinados a arder, o gato enfiado no aquário, dois dentes cravados no chão. Até ao momento em que alguém contempla o cenário e, levando as mãos à cabeça, proclama que a brincadeira foi longe de mais.

Faz-se silêncio. Alguém vomita no canto da sala. Os adolescentes desatam a esconder as garrafas e um deles, em lágrimas, tenta ressuscitar o gato. A vizinhança, essa, já bate à porta e há uma sirene da polícia a dobrar a esquina do bairro.

Os adolescentes, com as cuecas enfiadas na cabeça, olham-se mutuamente e perguntam, amedrontados: "Ninguém vai notar, pois não?" Claro que não.

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