Por João Pereira Coutinho|05.11.17
Na próxima terça, passam 100 anos sobre a revolução bolchevique. Existem muitas formas de avaliar o legado da ‘experiência’ comunista. Prefiro resumi-la numa cifra: 100 milhões de mortos.

Claro que, nos debates da praxe, há quem relembre a beleza do ‘ideal’ e a tenebrosa opressão dos Romanov. Sejamos sintéticos: quando Lenine inicia o seu golpe contra o Governo Provisório, os Romanov já eram história.

E sobre o ‘ideal’, aqui vai a sua beleza: destruir qualquer vestígio de democracia parlamentar na Rússia pela construção do primeiro estado totalitário. O que veio a seguir – campos de trabalho, fuzilamento de opositores, genocídio de populações inteiras – foi uma tragédia colossal.

Em 2033, se ainda cá estiver, pretendo escrever o mesmo sobre o centenário da chegada de Hitler ao poder. Essa é a principal diferença entre a minha geração e os psicopatas intelectuais da geração anterior.n
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