A verdade da mentira

João Vaz

A verdade da mentira

Já se sabia, dito pelo antigo presidente do Vitória de Guimarães Pimenta Machado, que, "no futebol, o que hoje é verdade amanhã pode ser mentira".
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Por João Vaz|19.02.17
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Já se sabia, dito pelo antigo presidente do Vitória de Guimarães Pimenta Machado, que, "no futebol, o que hoje é verdade amanhã pode ser mentira". Não se pensava, porém, que a máxima valesse, em Portugal, nas instituições formais do Estado.

Isto nem nos EUA de Trump acontece: o presidente americano forçou, esta semana, a demissão do general Michael Flynn, responsável pelo Conselho de Segurança Nacional, por ele mentir ao FBI sobre uma conversa informal com o embaixador da Rússia. Ainda que se tratasse de um militar brilhante, Flynn passou a deter, com 24 dias, o recorde da mais curta permanência na função.

O caso Centeno-Caixa-Domingues é, como dizem os dicionários, putativo: "Feito indevidamente, mas de boa-fé, por ignorância dos motivos que o invalidam."

O imperdoável é a mistura da imprescindibilidade e inimputabilidade nos piores sentidos. O Estado nunca pode ficar refém do ministro das Finanças; já bastou Salazar, que também pôs ordem nas contas públicas.

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