Confiança na economia social

Jorge de Sá

Confiança na economia social

A transparência deve ser uma das regras basilares das organizações da Economia Social.
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Por Jorge de Sá|20.12.17

O recente caso das Raríssimas reabre uma discussão que interessa a toda a Economia Social, onde se incluem cooperativas, mutualidades, associações altruísticas, fundações e as multicentenárias misericórdias. Quase 6 mil destas instituições possuem o estatuto de IPSS o que lhes atribui, em reconhecimento da importante ação social que desenvolvem, benefícios fiscais e acesso a financiamentos públicos.

Para além da espuma das coisas, para lá de efémeros aproveitamentos políticos sem dignidade e sem memória, interessará defender o essencial da Economia Social, uma economia diferente que pratica a democracia, gera emprego de qualidade e combate as desigualdades.

A transparência deve ser uma das regras basilares das organizações da Economia Social, o que as obriga a serem elas mesmas proativas na prestação de contas, sobretudo quando, como no caso de muitas IPSS, recebem dinheiros públicos.

Transferindo para a Economia Social responsabilidades constitucionais que são suas, o Estado não pode pretender uma espécie de "privatização" de obrigações que lhe competem.

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