Para lá da tática

Jorge de Sá

Para lá da tática

A solução desenvolvida ultrapassou o curto prazo.
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Por Jorge de Sá|14.01.17
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António Costa é por muitos apontado como um taticista nato, o homem que foi capaz de transformar em vitória o que teria sido uma derrota eleitoral. Mesmo admitindo que assim seja, o taticismo não é suficiente para explicar o crescente apoio popular a Costa, enquanto líder e melhor para primeiro-ministro.

Como líder, Costa atingiu em janeiro a nota mais alta (15 valores) e para primeiro-ministro nunca tinha obtido os 64%, nem deixado Passos 40 pontos atrás.
Desde outubro, o maior crescimento da popularidade de Costa ocorreu entre os eleitores que em 2015 votaram nos OBN (pequenos partidos, branco ou nulo) e, surpresa (?), nos de direita: nos OBN subiu de 9,5 para 15,1 valores e nos da coligação Portugal à Frente (PSD/CDS) de 6,7 para 10,9 valores.

Por isso, ou para além disto, existe na opinião pública uma maior confiança no futuro, captado através da superação das expectativas quanto à atuação do Governo (16% em fevereiro 2016 e 41% em janeiro 2017) e no sentimento de que a situação económica a um ano vai melhorar (38% em janeiro 2016 e 46% um ano depois). São sinais de que a solução desenvolvida por António Costa ultrapassou claramente o curto prazo, lugar onde se agitam todas as táticas.


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