Sub-categorias

Notícia

Manual para adeptos perplexos

José Diogo Quintela

Manual para adeptos perplexos

Embora fazer batota seja como andar de bicicleta, estes primeiros tempos são confusos.
  • 2
  • 72
Por José Diogo Quintela|17.06.17
  • partilhe
  • 72
  • 2
Caros adeptos de futebol, permitam que apresente as minhas credenciais. Em 2010, no auge do Apito Dourado, escrevia semanalmente n’A Bola. Na altura, já eram conhecidas as transcrições das escutas, mas ouvi-las foi uma revelação. No fundo, é como os nossos pais a fazerem amor: imaginar é desagradável, mas surpreendê-los em acção é chocante. (Nesta metáfora, Pinto da Costa é o meu pai e António Araújo a minha mãe).

É a vasta experiência enquanto hermeneuta de trapaças, adquirida ao longo do Apito Dourado, que coloco ao serviço do adepto incauto, que não sabe como reagir às recentes revelações.

Dirijo-me, em primeiro lugar, aos benfiquistas. Embora fazer batota seja como andar de bicicleta, estes primeiros tempos depois de descobrir o que o clube anda a fazer, são confusos. Outorgo, por isso, uma série de argumentos que os ajudarão a lidar com os mails. Recolhi-os junto dos melhores retóricos da corrupção, os portistas do início do séc. XXI. Eram brilhantes, uma espécie de sofistas no séc. V a.C., se os sofistas oferecessem prostitutas a cidadãos atenienses.

i) Prova da Delicadeza – ‘Os árbitros não são pessoas? Se os picarmos, não sangram? Tratar bem pessoas, é mau?’ Ainda faz o adversário passar por mal-educado;

pub

Ver todos os comentários
Para comentar tem de ser utilizador registado, se já é faça
Caso ainda não o seja, clique no link e registe-se em 30 segundos. Participe, a sua opinião é importante!

Subscrever newsletter

newsletter Diária Resumo das principais notícias do dia, de Portugal e do Mundo. (Enviada diariamente, às 9h e às 18h)