A verdadeira inquietação

José Rodrigues

A verdadeira inquietação

Foi ‘tocante’ a forma como o primeiro-ministro saiu em defesa do seu ministro das Finanças.
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Por José Rodrigues|13.02.17
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Foi ‘tocante’ a forma como o primeiro-ministro saiu em defesa do seu ministro das Finanças, acusado de ter mentido à Comissão Parlamentar de Inquérito à CGD no regresso de um caso que já vai tendo ‘barbas’. Sem a contenção que se aconselharia, António Costa desvalorizou a polémica e não poupou elogios a Mário Centeno: "O que as pessoas veem no ministro das Finanças é um referencial de confiança... Tem a admiração de todo o País", e o resto "são tricas".

Perante tal discurso, como exigir a demissão de Centeno e, pior, ameaçá-lo com responsabilidades criminais?... Aliás, as ‘inverdades’ sempre andaram de braço dado com a política, e se houvesse rigor nesta matéria muitos políticos estariam já nas fileiras dos desempregados ou teriam ido dentro. É caso para dizer que o político que nunca mentiu que atire a primeira pedra…

Mas, ironias à parte, e independentemente de haver prova escrita da culpa de Centeno, há para já neste caso algo que suscita a maior inquietação: como pôde o Governo negociar nos bastidores uma lei à medida das exigências de um banqueiro, dando-lhe até carta branca para ajudar a redigir (por intermédio dos seus advogados) a dita lei?!
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