Milagre, mas não muito...

José Rodrigues

Milagre, mas não muito...

Os últimos tempos têm sido, para o nosso país, tempos de boas-novas.
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Por José Rodrigues|15.05.17
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Os últimos tempos têm sido, para o nosso país, tempos de boas-novas, algumas tão boas e inesperadas que até parecem milagre. Nessa categoria está a Economia, com desenvolvimentos que nos permitem vislumbrar finalmente, ao cabo de nove anos, a almejada saída do Procedimento por Défice Excessivo.

Vamos aos factos: é o PIB a passar a casa dos 2% (o melhor crescimento dos últimos sete anos que o INE deve confirmar oficialmente hoje), o défice a atingir o valor mais baixo desde 1974, a taxa de desemprego a descer, as exportações a subir, o turismo a bater todos os recordes, o crédito à habitação em máximos, os juros da dívida a recuar, o número de insolvências de empresas a cair, e até a indústria, que tão pasmada tem andado nos últimos anos, a acertar o passo.

Assiste-se sem dúvida a um novo ciclo e, não fora a dívida altíssima e a permanência no lixo do rating da República, era caso para fogo de artifício.

Mas o novo ciclo arranca sem grandes reformas de fundo, pelo que é pura questão de fé acreditar na sua sustentabilidade a prazo. Como alguém disse, às vezes há milagres, mas tem de se trabalhar muito para que aconteçam…
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