Ponto final urgente

José Rodrigues

Ponto final urgente

Uma mulher grávida, em vésperas do parto, vai ao hospital, queixando-se de perda de sangue. Dizem-lhe que aguarde, e ela espera, espera...
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Por José Rodrigues|20.02.17
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Uma mulher grávida, em vésperas do parto, vai ao hospital, queixando-se de perda de sangue. Dizem-lhe que aguarde, e ela espera, espera... segundo a família, mais de hora e meia. Quando o médico finalmente aparece, o bebé está morto. Depois de o caso ser denunciado publicamente, segue-se o procedimento do costume: abre-se um inquérito.

O drama aconteceu há dias na Unidade de Saúde Local do Hospital da Guarda. E entretanto o que é que se discute? Como melhorar o Serviço Nacional de Saúde (SNS), como evitar que casos destes aconteçam? Não! Debate-se acaloradamente a novela da CGD.

Se o ministro das Finanças mentiu, e fez à socapa um acordo contra a lei com o banqueiro que não queria ver revelados os seus rendimentos; se o ocorrido foi mesmo, como alega o ministro, um "erro de perceção mútuo"; se as mensagens trocadas entre os dois devem ou não ser tornadas públicas; se deve ser criada uma nova comissão de inquérito...

É nisto que Governo e partidos gastam as energias. Urge, de uma vez por todas, que ponham um ponto final nesta vergonha, e se concentrem em procurar soluções para os problemas que afetam o País, e as pessoas.
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