Sem motivo para festa

José Rodrigues

Sem motivo para festa

A União Europeia comemorou 60 anos da assinatura do tratado da sua fundação, o Tratado de Roma, sem coesão, sem rumo, sem líderes à altura dos sonhos dos seus fundadores, sem motivo para festa, afinal.
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Por José Rodrigues|27.03.17
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A União Europeia comemorou 60 anos da assinatura do tratado da sua fundação, o Tratado de Roma, sem coesão, sem rumo, sem líderes à altura dos sonhos dos seus fundadores, sem motivo para festa, afinal. Sintomático desta divisão e desta decadência foi o episódio protagonizado pelo ministro holandês e presidente do Eurogrupo, Joren Dijsselbloem, com o inacreditável comentário sobre os europeus do Sul sugerindo que estes esbanjam dinheiro em copos e mulheres e depois pedem ajuda.

Foi uma frase grosseira e inaceitável, mas os dirigentes europeus não se mostraram, de modo geral, muito escandalizados, e alguns tentaram até minimizá-la, como foi o caso do presidente da Comissão Europeia, Jean-Claude Juncker, que considerou que o que o líder do Eurogrupo disse "não reflete o que ele pensa no fundo"...

Surpreendente? Nem por isso. Aliás, convém lembrar que o que Dijsselbloem sugeriu sobre os países do Sul já foi sugerido, de modo mais soft, embora por outros dirigentes, incluindo a própria chanceler alemã, Angela Merkel. A xenofobia e o racismo que movem os Wilders ou os Le Pen por essa Europa fora também fazem o seu caminho no seio da sua própria liderança…
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