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Tudo pela, nada contra

Leonardo Ralha

Tudo pela, nada contra

O ditador Oliveira Salazar, que foi Presidente da República interino duas vezes, apreciava a frase "tudo pela Nação, nada contra a Nação".
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Por Leonardo Ralha|17.02.17
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O ditador Oliveira Salazar, que foi Presidente da República interino duas vezes, apreciava a frase "tudo pela Nação, nada contra a Nação". Inspirada no fascismo de Mussolini, esta trave-mestra do argumentário do Estado Novo elevava o interesse nacional acima da liberdade e da verdade.

"Tudo pela Nação, nada contra a Nação", ou a mais sucinta "A bem da Nação", é o tipo de frase que deveria ficar nos livros de História onde os governantes podem encontrar lições que poupem os governados a erros que nem sempre passam de tragédia para comédia ao repetirem-se.

Quando João Galamba, o inimitável porta-voz do PS, afirma que o Presidente da República "está profundamente implicado" na passagem de António Domingues pela Caixa Geral de Depósitos, enredando Marcelo Rebelo de Sousa no "erro de perceção mútua" sobre as alterações no estatuto do gestor público, conclui-se que este último cometeu um erro trágico.

Ao aceitar a manutenção de Mário Centeno no Governo, devido "ao estrito interesse nacional, em termos de estabilidade financeira", Marcelo ficou prisioneiro do "tudo pela estabilidade, nada contra a estabilidade". Infelizmente.
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