Deixou de ser prioridade

Luís Pires da Silva

Deixou de ser prioridade

Fenómeno criminal ataca sem que a população se dê conta.
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Por Luís Pires da Silva|24.08.15
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Em março discutia-se se o governo conseguiria definir as prioridades da política criminal, que faltavam desde 2011.
Nessa altura o corpo inspetivo da Autoridade de Segurança Alimentar e Económica - ASAE sentiu que existiam debilidades políticas no organismo, pelo que se conjeturou a possibilidade de os crimes da sua competência desaparecerem da nova Lei. E assim foi. Os crimes contra a genuinidade, qualidade ou composição de géneros alimentícios saíram da prioridade de prevenção e investigação.

Diz o povo que "somos o que comemos". Este fenómeno criminal ataca sem que a população se dê conta de que foi vítima. São crimes silenciosos.

Com a nova lei deixa de ser uma prioridade investigar aqueles que sem escrúpulos obtêm lucros fáceis ao utilizarem abusivamente pesticidas, hormonas de crescimento proibidas e medicações em excesso.

Era útil conhecer os argumentos usados para que estes crimes tenham deixado de ser prioritários. Até lá, indignemo-nos e continuemos a trabalhar.
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