A imaginação brasileira continua a dar frutos. Políticos

Mafalda de Avelar

A imaginação brasileira continua a dar frutos. Políticos

Os 'take' cinematográficos brasileiros marcam uma semana dominada, também, pela continuação do filme de terror rodado na Europa.
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Por Mafalda de Avelar|03.04.16
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E agora, Dilma?
Esta foi mais uma semana cinzenta-escura para Dilma Rousseff. Primeiro, o PMDB, partido político que segurava o seu Governo (e que poderia vir a suportar a continuação da sua presidência), tirou-lhe o tapete. Em três minutos. O maior partido no congresso brasileiro diz ‘não a Dilma’. Ou seja diz ‘sim’ à grande probabilidade de impeachment. Ainda há muitas variáveis em jogo, nomeadamente folhas de Excel que denunciam, também, membros do PMDB. A guerra entre as grandes construtoras e o poder político ainda agora começou.

E agora, Dilma? II
O PMDB mostrou que não têm assim tanto receio de denúncias (ou que tem, sim, receio do povo ou mesmo ambição de ficar a comandar a presidência). Jogou. Todos os ministros do PMDB saem do Governo menos o número dois de Dilma, Temer. O que em caso de impeachment comandará o Governo.

E agora, Dilma? III
Isto se não for envolvido no caixa 2. Segundo uma reportagem da Folha de S. Paulo ‘ Operação de Santana reforça suspeita de caixa 2 em reeleição de Dilma’. Se isto for assim, Temer também tem o que temer. Já Lula ainda vai viver para Itália. Segundo a edição desta semana da revista brasileira Veja, Lula tinha um plano ‘montado’, caso fosse preso. Esta ideia já tinha sido especulada, mas agora ganhou peso com esta edição, que mostrou factos. Apesar de parecer descabido, o facto é que este episódio estaria em linha com toda a novela que tem vindo a ocorrer no Brasil.

Agendas internacionais adiadas
E no meio de toda a embrulha política, obviamente que as agendas internacionais dos ‘protagonistas’ políticos brasileiros foram canceladas. Temer não veio a Lisboa para participar ironicamente num seminário sobre ‘Constituição e Crise – A Constituição no Contexto das Crises Políticas e Económicas’. E Dilma não voou até aos EUA para discutir, com o presidente Obama e mais 50 líderes, os desafios de segurança nuclear. A grande preocupação é com o Estado Islâmico (EI).

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