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Por Manuel Maria Rodrigues|18.07.17
A integração de comunidades sempre foi um calcanhar de Aquiles da política portuguesa. Não existe dificuldade em perceber que a "guetização" de pessoas não faz parte da solução, mas sim do problema.

Porquê? Porque todas as comunidades são formadas por uma expressiva maioria de pessoas com princípios morais, que se esforçam em lutar por uma vida digna. No entanto, em todas elas existem franjas de indivíduos que pautam a sua vida pelo exercício de condutas criminosas. Em contexto de "guetização", essa margem de criminalidade exerce sobre o todo uma pressão negativa que se traduz rapidamente numa reação de desconfiança por parte da população exterior. Passam a ser denominados de bairros com má fama.

Daí à estigmatização vai um passo muito curto. A repercussão e o efeito que se faz sentir nas crianças que crescem nestes meios é quase sempre nefasto, nomeadamente porque convivem com duas realidades distintas. A do trabalho, que afasta os pais de casa e não chega para comer, vestir e educar, em contraste com a do crime, que aparentemente não dá trabalho mas dá para roupas de marca, motos e carros. Torna-se difícil a escolha do caminho a seguir.

Ser polícia neste contexto exige uma preparação e qualidades especiais.

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