Traições

António Marinho e Pinto

Traições

Sempre disse, antes e depois das eleições, que eu e o MPT vivíamos uma união de facto. A nossa acabou pela separação.
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Por António Marinho e Pinto|20.04.15
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Traições
Em 30 de março, Daniel Oliveira escreveu no Expresso Online: "O Partido Socialista, aliado ao partido dos animais, ao que Marinho Pinto traiu uma semana depois de chegar ao Parlamento Europeu e ao que serve de barriga de aluguer de Joana Amaral Dias, teve a mais calamitosa derrota de que há memória na Madeira." No que me toca, registo a perfídia com que identificou o MPT, cuja lista liderei às eleições para o Parlamento Europeu em 2014.

Sempre disse, antes e depois das eleições, que eu e o MPT vivíamos uma união de facto e que as uniões de facto acabam pelo casamento ou pela separação. A nossa acabou pela separação. Vejamos a causa.

Empenhei-me profundamente na união e tentei fazer do MPT um partido de expressão nacional que fosse o motor das mudanças políticas de que o País precisa. Porém, os seus dirigentes não queriam isso e tentaram sempre ganhar tempo para ir às legislativas como fôramos às europeias: eu conseguia os votos e eles decidiam. Repare-se que nunca soube, sequer, quanto se gastou na campanha eleitoral, nem como foi gasto, nem soube ao certo de onde veio o pouco dinheiro que ela custou.

A recusa de inscrição de novos filiados e o injustificado adiamento de um congresso extraordinário que havia sido acordado para agosto, depois para setembro, depois para o início de outubro e que finalmente queriam em dezembro (como congresso ordinário) revelaram a estratégia dos dirigentes do MPT: chegar às legislativas sem que eu tivesse tempo de fundar um partido. Por ingenuidade minha, a estratégia teve sucesso quanto às eleições da Madeira e só não o teve também em relação às legislativas porque estas não foram antecipadas para março ou abril, como eles esperavam.

Só desconfiei disso em fins de agosto, mas apenas em setembro tive a certeza. Fiz então (mais de três meses depois das eleições) o que tinha a fazer: fui à comissão política do MPT dizer que terminavam ali as nossas relações e que iria fundar um partido. A assembleia de fundadores do PDR realizou-se, em Coimbra, a 5 de outubro de 2014. O resto são mentiras mais ou menos pérfidas.
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