Por António Marinho e Pinto|13.04.15
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Crápulas

Parece que José Sócrates terá dito, durante uma conversa telefónica, que era necessário apoiar financeiramente a candidatura do MPT nas últimas eleições ao Parlamento Europeu (que eu liderava) com o objetivo de tirar votos ao PS e, assim, tramar António José Seguro. Parece também que essa conversa foi escutada e gravada no âmbito do processo que levou à sua prisão preventiva e, mesmo sem qualquer interesse processual, terá sido validada, acabando facultada a sicários especializados em denegrir a imagem de pessoas sérias. Já três pessoas me avisaram de que estaria a ser preparada uma mixórdia mediática a fim de ser usada contra mim e contra o Partido Democrático Republicano (PDR) nas próximas eleições.

Não sei se essa porcaria é verdadeira ou se não passa de uma tentativa de guerrilha psicológica para me amedrontar. Não o conseguirão! Mas o que importa é que não pedi nem recebi nada do antigo primeiro-ministro, muito menos apoio financeiro para qualquer campanha eleitoral – que, aliás, aceitaria de bom grado desde que estivesse dentro da legalidade. E, já agora, devo dizê-lo também, Sócrates também nunca me pediu nada – ou melhor, a única coisa que ele me pediu foi que eu fosse candidato nas listas do PS mas eu recusei. Repito: se tudo isso for verdade, importará então destacar que há crápulas no interior do sistema judicial que usam os seus poderes para, em conjugação de esforços com os crápulas que há na política, tentarem subverter as regras do jogo político democrático. Todos eles terão a resposta adequada na altura certa. E, talvez, o sistema judicial português deixe, então, de constituir uma ameaça (em alguns casos) mais grave para as pessoas sérias e honradas do que os próprios delinquentes.

Estou certo de que, mais cedo do que tarde, os crápulas acabarão afastados do sistema judicial e da própria política e que a probidade e a honestidade voltarão a ser bandeiras de orgulho para quem aí exercer funções. O que, infelizmente, não se pode prever é a dimensão dos danos que serão causados ao estado de direito e à democracia enquanto isso não acontecer.

Protagonistas: Tolentino Nóbrega e António Costa

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  • De Covilha193313.04.15
    A que ponto vai o 44!
4 Comentários
  • De zedebaiao14.04.15
    Bem,...
    Nem vou dizer nada. Isto anda tudo demasiadamente psicológico ou psicadélico e muito pouco político.
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  • De  Anónimo 13.04.15
    há terroristas mais comedidos...
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  • De Sousa-da-Ponte13.04.15
    Ao PS está reservado o mesmo destino que ao PSI de Bettino Craxi: Desaparecer num mar de escândalos. A resposta à pergunta (retórica?) só pode ser afirmativa. Porque esse é o retrato da máfia que se instalou no poder para assaltar o estado. Porque o que Sócrates fez não o fez por si só. Basta pensar na campanha contra Ferro Rodrigues em torno do Caso Casa Pia que levou ao seu afastamento e consequente ascensão de Sócrates. A tal cabala contra o PS existiu mesmo só que existiu no seio do PS.
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  • De Covilha193313.04.15
    A que ponto vai o 44!
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