Por António Marinho e Pinto|08.06.15
  • partilhe
  • 0
  • 1
Nunca, como agora, houve ameaças tão sérias à independência e à nossa sobrevivência como Estado. Os desafios do futuro são ciclópicos para as atuais (e para as próximas) gerações. Mas, qualquer solução de futuro só será consistente se não ignorar o passado onde radicam as causas da tragédia.
Quem pôs o País e os portugueses na situação de pobreza? Como foi possível que titulares de cargos políticos tivessem enriquecido tanto? O que aconteceu aos imensos recursos do País? Por que é que Portugal já tem de pedir dinheiro emprestado para pagar os juros da própria dívida? Por que é que países mais pequenos e com menos recursos são prósperos e Portugal anda de mão estendida? Por que é que, em Portugal, as obras públicas nunca foram pagas pelo preço por que tinham sido adjudicadas? Por que é que os lucros de uma empresa estratégica para o País como a EDP vão para o povo chinês e não para o português?
O voto nas próximas legislativas só será catalisador de soluções consistentes de futuro quando cada um dos eleitores tiver respostas para essas (e outras) perguntas. Mais do que um governo, o que se vai avaliar é o sistema de partidocracia dominante que esmaga a cidadania. As próximas eleições só serão decisivas para a mudança se os portugueses tiverem o discernimento de responsabilizar não apenas os partidos do atual governo (PSD e CDS) mas também o PS pelo papel de todos na génese da situação atual.
Pela primeira vez os cidadãos podem recusar a armadilha de julgar só o atual governo, mas todos os das últimas três décadas, incluindo o símbolo máximo da nossa decadência que é o atual Presidente da República. Há condições para se fazer um novo 25 de Abril e refundar a República em democracia, sem violência, apenas com a arma poderosa do voto. Pela primeira vez os portugueses podem libertar a República dos oportunistas que a têm empobrecido e aviltado e, assim, abrir novas alamedas para um futuro de dignidade, de liberdade, de justiça e de solidariedade.


Protagonistas
História de Portugal foi feita pelos que acreditaram no futuro e não pelos outros
Profecias: Paulo Rangel disse na passada semana que "há de chegar um dia em que não vai haver Portugal" nem portugueses. Nada de novo. A profecia é antiga. Porém, a história de Portugal foi feita pelos que acreditaram no seu futuro e não pelos outros.

Clube pagará tudo a que Marco Silva tem direito quando os autores da ilegalidade saírem
Despedimento: O despedimento "com justa causa" do ex-treinador do Sporting mostra um ostensivo e chocante desprezo pelo direito. Claro que o clube vai pagar tudo a que Marco Silva tem direito, mas isso só quando os autores da ilegalidade tiverem saído.


Tendências
Quem deve pagar a fatura de tanta irresponsabilidade na Grécia?
Dívidas: Os empréstimos feitos à Grécia desde 2010 já ultrapassaram os 245 700 milhões de euros. Que tipo de solidariedade pode haver para com um país cujas elites o levaram a esta situação? Quem deve pagar a fatura de tanta irresponsabilidade?

Ver todos os comentários
Para comentar tem de ser utilizador registado, se já é faça
Caso ainda não o seja, clique no link e registe-se em 30 segundos. Participe, a sua opinião é importante!

Subscrever newsletter

newsletter Diária Resumo das principais notícias do dia, de Portugal e do Mundo. (Enviada diariamente, às 9h e às 18h)