Por Miguel Guimarães|23.03.17
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O ministro da Saúde manifestou a vontade de avançar com uma iniciativa legislativa para impedir a transferência de doentes com cancro do setor privado para o público, por motivos financeiros.

Será que o ministro tem razão? Que o diagnóstico ou a evolução das doenças oncológicas é sempre previsível? Que um doente que inicie um tratamento oncológico num hospital privado perde o direito a recorrer ao SNS? O leitor imagine que é um doente, tem um seguro de saúde e recorre por opção a um médico no setor privado. Faz uma ecografia que mostra a presença de um pólipo da bexiga. O seu médico propõe-lhe uma pequena cirurgia para remoção do pólipo. O exame do pólipo revela a presença de um tumor superficial e pouco agressivo. Não precisa no imediato de fazer mais nenhum tratamento.

Mas imagine que o exame do pólipo revela um tumor invasivo e agressivo. Neste caso poderá ter de ser submetido a uma grande cirurgia ou até quimioterapia. O seu seguro não tem a cobertura suficiente. Qual deverá ser a atitude do seu médico? Cumprir o dever ético e deontológico. Os doentes têm direito a ser tratados no SNS. Independentemente de qual foi a sua primeira opção.

A dignidade e o direito à saúde estão em primeiro lugar.
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