A verdade pelas ruas da amargura

Octávio Lopes

A verdade pelas ruas da amargura

O árbitro não pode continuar a ter a última decisão.
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Por Octávio Lopes|02.12.17
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A verdade desportiva anda pelas ruas da amargura, em Portugal, no que ao futebol diz respeito. Pelos vistos, nem o vídeo-árbitro (VAR) está a dar a contribuição essencial que numa primeira análise se pensava que podia fazer a diferença.

E a culpa é de quem ou do quê? Do famigerado protocolo que obriga o VAR a só intervir se não tiver dúvidas? Ou dos árbitros que se sentam em frente aos monitores e não se atrevem a colocar em causa a opinião dos colegas que estão no campo? Quanto ao protocolo, é evidente que tem de ser revisto.

O árbitro de campo não pode continuar a ter a autoridade toda. A última decisão não pode ser só dele. Basta lembrar dois casos: o penálti escandaloso sobre Gelson no Sporting-D. Chaves que ficou por assinalar, por exclusiva responsabilidade de Rui Costa (neste caso, o VAR, Bruno Esteves teve razão em alertar o seu camarada); e o penálti que não foi marcado sobre Danilo pelo mesmo Rui Costa no Aves-FC Porto (neste caso não se conhece a posição do VAR, Bruno Esteves).

Já o receio do VAR em relação ao árbitro do campo é uma situação que se adivinha que poderá ter acontecido, sobretudo em lances a ‘matar’ em que não foram mostrados vermelhos. Tem a palavra quem manda nisto.

A FIFA tem de mudar o protocolo do VAR e o Conselho de Arbitragem tem de correr com os maus árbitros.
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