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É obrigação da PSP ser um exemplo para as instituições, sejam elas públicas ou privadas.
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Por Paulo Rodrigues|18.04.15
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Durante muitos anos, o Governo e a própria PSP ignoraram a existência de profissionais com deficiência ou incapacidade, seja por acidentes em serviço ou para além deste. Esta postura justifica a não divulgação do número de deficientes existentes e que leva a um défice de organização destes trabalhadores, até porque não há conhecimento de alguma vez uma pessoa com deficiência ou incapacidade ter sido ouvida em situações que lhe digam diretamente respeito, embora a lei assim o exija. Apesar do atual Estatuto de Pessoal, aprovado em 2009, não ter tido em conta estas situações nem respeitado o previsto na Convenção das Nações Unidas sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência, não pode ser ignorado no atual momento e não se pode perder a oportunidade de aproveitar as alterações ao estatuto para colmatar esta situação, num claro respeito por estes cidadãos. Da parte da ASPP/PSP, tudo será feito para que, neste caso, se cumpra a lei e se faça justiça a todos os profissionais da polícia, independentemente das suas limitações físicas. É obrigação da PSP ser um exemplo para as instituições, sejam elas públicas ou privadas.

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