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A nossa sina

Paulo Rodrigues

A nossa sina

Os polícias continuam a ser tratados como cidadãos de segunda.
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Por Paulo Rodrigues|07.01.17
Em 2010 a ASPP/PSP apresentou uma reclamação junto da Organização Internacional do Trabalho por falta de fiscalização da saúde e segurança no trabalho na PSP. Já em 2012, a OIT enviou uma comunicação ao MAI, dando orientações para que Portugal cumprisse o previsto nos acordos internacionais.

Sabemos que o MAI ainda pediu um projeto à PSP para criar mecanismos que suprissem este vazio. Infelizmente ficou pelo caminho. Podem desvalorizar esta matéria mas, na verdade, a falta de legislação tem trazido consequências para a saúde dos polícias, não só porque não se faz a prevenção devida, mas também porque nunca saberemos se determinada doença é ou não originada pelo desempenho de uma missão específica, ou pela falta de condições da responsabilidade do governo.

Os polícias continuam a ser tratados como cidadãos de segunda. Basta olhar para a desilusão constante com a falta de perspetivas de carreira, como podemos comprovar com a forma como estão a ser geridos os concursos de promoção, para alguns postos, abertos recentemente, ou o número de vagas criadas, onde se destacam, entre outras, as miseráveis 90 vagas para agente-coordenador. Um número revelador do menosprezo das entidades por estes profissionais.
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