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O barato sai caro

O barato sai caro

A qualidade tem um preço. Normalmente alto, mas que quase sempre compensa. Paulo de Macedo, director-geral dos Impostos, é o exemplo máximo destas frases feitas. Nomeado por Manuela Ferreira Leite, calou as críticas de Bagão Félix – que chegou a anunciar o seu despedimento – e mostrou resultados. Concretos e nas mentalidades.
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14.11.06
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Em três anos, a Direcção-Geral de Impostos (DGI) travou a evasão fiscal sob o seu comando. As cobranças coercivas dispararam de 828 milhões para 1,5 mil milhões a favor dos cofres do Estado. E a sociedade, em vez de glorificar, passou a olhar os faltosos como realmente são: parasitas.
Em Maio, quando acabar a comissão de serviço na DGI, o destino de Paulo de Macedo está traçado: rumará a uma das muitas empresas que invejam os resultados que consegue e que sabem que ficarão sempre a ganhar apesar dos custos que o gestor acarreta (mais de 21 mil euros/mensais). Quanto ao País, o Governo poupará em salários mas deixará que muitos voltem a poupar em impostos.
Tal como avisou Cavaco Silva, para se ter melhores políticos é preciso pagar-lhes melhor. E, neste caso, o problema não é o ordenado elevado de Paulo de Macedo. É o dos muitos que ganham pela tabela (5366 euros) sem o merecerem.
José Sócrates devia mesmo ouvir a rua. Há muito que a sabedoria popular grita que o barato sai caro.
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