Acrescentar valor

Pedro Santana Lopes

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Os partidos não se constroem com lapas e o PSD tem um número considerável.
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Por Pedro Santana Lopes|06.10.17
O PPD/PSD tem muita coisa boa. Tem, por exemplo, autarcas que têm feito obras extraordinárias, transformam urbes com projetos inovadores e mobilizadores, e tem, principalmente, militantes de uma generosidade fantástica, as chamadas bases, que é um termo que ficou reservado para os que são do PPD/PSD, já que, na verdade, quase nunca se fala de bases a propósito dos militantes de outros partidos. As bases sociais-democratas são tão bem intencionadas que muitas vezes nem se dão conta das jogadas que, em seu nome e com o seu voto, são feitas para as lapas se segurarem. Os partidos não se constroem com lapas e o PSD tem um número considerável dessa espécie. As lapas agarram-se quando lhes interessa e onde julgam que se podem segurar. Podem mudar de um lado para o outro, mas nunca deixam de ser o que são. Há lapas que já foram autarcas, mas não deixaram marca, não deixaram nada, ou porque não são capazes e/ou porque se preocupam sempre mais em tratar da sua sobrevivência do que do desenvolvimento das comunidades a quem o voto pediram. São lapas porque não são mais nada, não têm mais nada para dar.

O PPD/PSD viu sair o seu líder que fez um trabalho digno de muito reconhecimento. O PPD/PSD tem agora de escolher a solução capaz de enfrentar um adversário muito poderoso de quem neste momento se diz com condições de conseguir uma maioria absoluta nas próximas eleições legislativas. O que o PPD/PSD tem de escolher é a melhor solução, a melhor liderança, a melhor equipa, para construir um projeto próprio nesta fase do século XXI.
Há muitos que estão fora da vida política ativa, nomeadamente fora de Portugal, são grandes quadros e que têm ser aproveitados. Para isso, importa ter mundo e saber o que é o mundo. Um partido que deixe claro o que pensa do Serviço Nacional de Saúde, da Segurança Social, do Terceiro Setor, do sistema fiscal, da investigação científica, do Mar, da descentralização e da coesão territorial.

O PPD/PSD não nasceu para ser segundo de ninguém. Portugal precisa de crescer acima da média europeia, precisa de criar mais riqueza, para assegurar melhor nível de vida. Precisa de respeitar as suas instituições principais, nomeadamente as Forças Armadas. Nesta fase, os programas são muito importantes, por mim, é disso que estou a cuidar estes dias. Sou mais de ação, sou mais de agir e, desculpem a presunção, mas nas três casas que dirigi com algum tempo até hoje, têm querido que eu regresse ou que eu continue: falo da Figueira, de Lisboa e da Santa Casa. As lapas estão ou vão quando lhes convém. Têm valor os que acrescentam valor… Juventude, trabalhadores, empresários, autarcas, investigadores, os que vão por projetos. Eu também sou assim.

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