Em desequilíbrio democrático

Pedro Santana Lopes

Em desequilíbrio democrático

Que diriam se 14 membros do governo se demitissem em tão pouco tempo.
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Por Pedro Santana Lopes|15.12.17
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Se há evidência política em Portugal é de que há dois pesos e duas medidas consoante o lado do sistema partidário a que respeitam os factos. E que factos?

Os mais variados. Podem ser sobre a personalidade de pessoas, condutas individuais ou coletivas, opções de Governo, decisões políticas, questões morais, níveis de vida, percursos profissionais, podem ser causas de dissolução da Assembleia da República, podem ser falhas de Estado.

Todos sabemos que se alguma dessas matérias respeitar a partidos políticos de esquerda têm um determinado tipo de consequência, envolvendo sempre maior compreensão, condescendência, até absolvição. Já se estiverem relacionados com outros partidos, há severidade, há censura, há sátira, há discriminação e pode haver mesmo demissão ou até dissolução.

Se há posição que encontro por todo o País, da parte de muitos militantes do PPD/PSD, é a de revolta perante essa disparidade. Ainda agora, com as acusações do Bloco de Esquerda ao Partido Socialista, eles fazem a comparação e perguntam sobre o que se passaria num governo PSD/CDS se um dos partidos fizesse semelhantes acusações ao outro? E perguntam também o que se diria na opinião publicada se tivesse sido Maria Luís Albuquerque a ser eleita como Presidente do Eurogrupo? Imediatamente, o Governo seria acusado de subserviência perante a Europa dos poderosos. E alguns acrescentam ainda sobre o que seria se catorze membros de outro Governo se tivessem demitido em tão pouco espaço de tempo?

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