Pano de Fundo

Pedro Santana Lopes

Pano de Fundo

Comunidades estão mais frágeis e sós porque o Estado se distanciou, está mais longe.
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Por Pedro Santana Lopes|29.12.17
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Há mais de dois meses que corro o País de lés a lés. Terminei esta quinta-feira uma volta completa com a deslocação a duas Ilhas dos Açores.

Nesta volta de muitos quilómetros, fiz cerca de 60 sessões, contactei com milhares de militantes e ouvi muitos, muitos Portugueses. Calcorreei especialmente os territórios fustigados pelos incêndios, visitei casos de sucesso empresarial, reuni-me com os Parceiros Sociais, visitei hospitais, centros de dia, estive em escolas públicas, em colégios privados.

Não estou a escrever estas palavras para violar o compromisso de que não faria campanha neste espaço. Não quero dizer que sou melhor do que quem se me opõe. Hoje, o que quero aqui transmitir é uma avaliação que faço deste contacto ainda mais próximo com o nosso País, com os nossos compatriotas.

Esta avaliação fez-me concluir que os cidadãos e as comunidades estão mais sós e mais fragilizados porque o Estado se distanciou, está mais longe, e em alguns casos, desapareceu mesmo. A crise profunda que Portugal viveu deixou marcas maiores do que alguma vez aconteceu.

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