A terra do leite e mel

Raul Vaz

A terra do leite e mel

Às portas do orçamento a boa notícia passa a imagem errada.
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Por Raul Vaz|22.09.17
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Já não somos lixo. Na verdade, nunca fomos. Um povo que passou o que este passou, anos seguidos penalizados por culpa alheia e muitas vezes por motivos que não entendia, e que mostrou a resiliência e a dignidade que nós mostrámos, nunca poderia ser classificado como tal.

Mas as regras do mundo e das finanças têm estes rótulos, que nós até adotamos pior do que na origem (o termo das agências é "investimento especulativo", o jargão lixo nunca é referido por qualquer delas, para não ferir suscetibilidades).

Agora que a Standard & Poor’s, uma das mais poderosas agências do mundo, nos promoveu de novo à primeira divisão, é uma questão de tempo até as outras fazerem o mesmo. É justo. O problema pode ser o ‘timing’. É que às portas do Orçamento do Estado, com decisivas negociações ainda em curso, a boa notícia passa a imagem de que estamos, de novo, na terra onde corre leite e mel.

O que significa um caderno de reivindicações ainda mais exigente do que o habitual pela esquerda, dada a nova margem que, infelizmente, não existe. A subida do ‘rating’ é condição essencial, mas não suficiente, para a melhoria da situação do país.

Centeno sabe-o. Irá agir em conformidade ou ceder aos parceiros parlamentares?
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