Os perigos do relativismo

Rui Moreira

Os perigos do relativismo

O pior da natureza humana, o mal, não precisa de pretexto. A vontade de ver sangue derramado sempre acompanhou a história.
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Por Rui Moreira|02.04.17
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O fenómeno do terrorismo confunde-se, cada vez mais, com o da pura violência. Um multiatropelamento em Londres assemelha-se, nas consequências, a um ato de um tresloucado em Barcelos. E a mesma faca que serve de arma a um terrorista na Europa pode servir a um crime passional em Portugal.

As leituras é que nem sempre coincidem. E variam em função de raças e etnias, em função da geografia e das novas agendas populistas.

E, por isso, os abusos de soldados americanos sobre prisioneiros iraquianos são vistos no ocidente como crimes comuns e nunca como terrorismo. O rapto violento de um norte-americano por mercenários num país islâmico já o é, nem que o único objetivo dos raptores seja a extorsão.

O pior da natureza humana, o mal, não precisa de pretexto. A vontade de ver sangue derramado sempre acompanhou a história do Mundo. O que parece ser novidade, ou pelo menos ganha uma nova dimensão, é o efeito altamente catalisador que a mediatização destes casos provoca.

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