Câncio, o pesadelo de Sócrates

Tânia Laranjo

Câncio, o pesadelo de Sócrates

Confirma a tese do MP e desmente as dádivas do amigo altruísta.
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Por Tânia Laranjo|14.05.16
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Câncio, o pesadelo de Sócrates
Fernanda Câncio Foto Jorge Paula
Câncio e Sócrates são almas gémeas. Não respondem a perguntas, são campeões do monólogo, escolhem os palcos mediáticos em timings precisos que podem ser mortais para outros que não eles próprios. Mentem descaradamente, pelo menos no que diz respeito ao CM e à CMTV, quando nos acusam de não fazermos o contraditório.

Nas nove páginas da revista ‘Visão’, Câncio peca pela mesma sobranceria do ex-namorado. Não deve explicações a ninguém e não tem de saber a origem de uma fortuna sem fim, gasta por ela e por um ex-governante que não tinha forma de a justificar.

Câncio e Sócrates, namorados no passado, padecem dos mesmos tiques. Também Câncio não explica como manteve a ‘ingenuidade’, depois de ouvir Sócrates falar em empréstimos para pagar os luxos.

Mas no longo monólogo da ‘Visão’ é mesmo com Sócrates que Câncio ajusta contas. Separa-se do grupo das mulheres que eram sustentadas pelos milhões de Sócrates ou do amigo Silva e diz que sempre acreditou que a casa de Paris era dele. Que tudo lhe pertencia, como diz afinal o Ministério Público.

Câncio desmente as dádivas do amigo altruísta, mas não se importa. Porque é alma gémea de Sócrates. Também nunca o visitou, nunca o defendeu. Também não admite que nada, ou ninguém, a questione. E se Sócrates foi o seu maior pesadelo no último ano, Câncio paga-lhe na mesma moeda.
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