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Autoridades portuguesas fazem a diferença pela seriedade e reserva.
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Por Teófilo Santiago|09.09.16
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Fez agora 15 anos! Seis cidadãos portugueses chacinados em Fortaleza, Brasil, onde estavam para uns dias de férias e diversão. A barbárie ocorreu poucas horas depois de ali chegarem, onde os aguardava um português que os conduziu ao açougue - um antro conhecido por Vela Latina. O dia em que foram encontrados os seus corpos e detidos os verdugos (o tal português e quatro brasileiros) foi um "dia de cão" que não se esquece.

Pela violência do cenário e pelo sórdido circo mediático montado pelas autoridades locais, com sucessivas "visitas guiadas" oferecidas aos jornalistas à cena tétrica, cruamente exposta, acompanhadas de persistentes e indecorosos comentários em que se sublinhava o facto de as vítimas e o mentor do crime serem portugueses, "esquecendo" que quatro dos cinco facínoras eram brasileiros - ideia/tese amplificada pelos media. Feio!

Há dias foram encontrados, em circunstâncias idênticas, os corpos de 3 jovens brasileiras que poderão ter sido assassinadas por um seu compatriota. As autoridades portuguesas têm tratado do assunto com seriedade, competência e reserva – a comunicação social não parece ter ultrapassado os limites que se impõem – e delas ninguém ouvirá dizer ou sugerir que crimes destes "são coisa" desta ou daquela nacionalidade. 
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