Coerência

Teófilo Santiago

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Na Justiça muita gente gere as suas opiniões conforme interesses pessoais.
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Por Teófilo Santiago|23.09.16
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Muita gente tem opiniões e atitudes  distintas face às mesmas realidades conforme o seu interesse de parte ou assembleia a que se dirige. Acontece o mesmo com os temas da justiça, sejam eles complexos - como a discussão sobre a (des)necessidade da prisão preventiva ou os (de)méritos da delação premiada - ou comezinhos, como a questão de (alguns) magistrados poderem, ou não, dar entrevistas. Mesmo o aparentemente consensual repúdio ao uso de violência policial parece esmorecer nalgumas circunstâncias!

Singelo mas ilustrativo é um episódio ocorrido, há largos anos, com um saudoso penalista coimbrão, paladino da reinserção dos delinquentes. Vítima do furto de uma valiosa baixela, entendia que o seu caso era prioritário e pressionava insistentemente a hierarquia da PJ. Uma semana sem resultados e já o respeitado Professor perdera a paciência e compostura - barafustava, ameaçava e exigia o uso de "todos os meios necessários", sem excluir "uns abanões" aos suspeitos do costume.

Recuperada a rica baixela e detido o autor do crime - até aí abominável - a ilustre vítima, recuperando a cátedra e a pose, passou a "exigir"que o "jovem delinquente" fosse posto de imediato em liberdade por a cadeia ser "nociva à sua reinserção". Coisas!
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