Inquietações

Teófilo Santiago

Inquietações

As pessoas de bem aceitam o direito premial no combate à corrupção.
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Por Teófilo Santiago|30.09.16
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Andam por aí umas alminhas muito desassossegadas de cada vez que cá chegam notícias de desenvolvimentos na investigação ‘Lavajato’ - a cargo das autoridades brasileiras e que expõe cruamente as entranhas da corrupção e promiscuidade entre política e negócios -, sobretudo quando falam dos tentáculos do polvo neste lado do mar.

Inquietações que os levam a exaltações pungentes de valores como a ética, a moral, a lealdade e o princípio da igualdade perante a lei que, proclamam, devem estar sempre presentes na Justiça. Tudo para diabolizar o direito premial, que depreciativamente chamam de "delação premiada", aproveitando o brasileirismo por ser mais conforme com os seus desígnios de aviltamento de um instrumento fundamental no combate ao crime organizado e à corrupção.

O "arrependido" tem uma colaboração interesseira, mas as pessoas de bem aceitam-no como decisivo no combate efetivo à corrupção, que lhes tira a esperança e rouba o futuro, e preferem-no ao discurso inflamado dos que, esquecendo os princípios agora enaltecidos, calaram ou, até, colaboraram em práticas que desviaram criminosamente riqueza que se destinava ao interesse público para interesses privados próprios ou de amigos.
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