Vergonha

Teófilo Santiago

Vergonha

Vão-se conhecendo factos que em nada contribuem para o prestígio da justiça.
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Por Teófilo Santiago|14.10.16
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A defesa dos valores e princípios da Justiça e dos seus agentes, quando alvos de ataques soezes, não pode impedir a vigilância e a crítica veemente às leviandades, diatribes e incompetências que acontecem no seu seio, com frequência e gravidade crescentes. Acumulam–se episódios com agentes judiciários suspeitos de atos criminosos - tráfico de drogas, apropriação ilícita de valores, corrupção e por aí adiante.

Vergonha! Noutro plano e doutra natureza, vão-se conhecendo alguns factos que, também, em nada contribuem para o prestígio da Justiça junto da população. Cidadãos que não podem deixar de ficar perplexos e indignados quando, por exemplo, sabem da libertação de umas quantas criaturas, inqualificáveis, responsáveis por um número incontável de crimes em que as vítimas foram idosos, desprotegidos e pobres, impiedosamente esbulhados dos escassos bens que dispunham para sobreviver, roubando-lhes a dignidade e, nalguns casos, a vontade de viver.

E libertados por serem inocentes? Porque não se fez prova em julgamento? Não! Os bandidolas foram libertados porque se deixaram ‘rebentar’ prazos de prisão preventiva, de nada valendo as penas – justas – de muitos anos de cadeia a que já tinham sido condenados. Vergonha... muita vergonha!
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