Estatísticas

Teófilo Santiago

Estatísticas

É a forma preferida de responsáveis para apresentarem serviço.
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Por Teófilo Santiago|16.12.16
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Quando as ocasiões o propiciam ou o calendário o impõe, lá vêm as estatísticas. É a forma preferida de alguns responsáveis de organismos públicos "apresentarem serviço". Nada contra o seu uso desde que feito de forma objetiva, criteriosa e sem extrapolações. A principal razão das estatísticas já nada dizerem a ninguém está na arquitetura criativa usada muitas vezes na sua elaboração e nas leituras ‘manhosas’,ao jeito e vontade do utilizador, tornando-as sem valor.

A maioria dos investigadores criminais não gosta de estatísticas e até desdenha delas, como está bem patente num episódio delicioso que teve como protagonistas elementos da unidade de combate ao crime violento e banditismo da PJ – a eterna DCCB. Numa das habituais e vivas conversas que aconteciam - a que outros mais modernos chamariam de ‘motivacionais’ - a hierarquia insistia na necessidade de puxar os objetivos da unidade para patamares ainda mais ambiciosos e ilustrava, recorrendo à caricatura, que não se podiam malbaratar recursos e esforços "atrás de carteiristas".

Nesta altura, um dos investigadores, mais desbocado, reagiu com ironia zombeteira "pois é... mas na estatística do fim do ano, um carteirista preso por nós passa a ser um terrorista ".
Pois é... estatísticas!
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