Catedrais

Teófilo Santiago

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Proposta trará alívio a segmentos da população condenada.
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Por Teófilo Santiago|11.11.16
A anunciada intenção do governo de promover a criação de legislação que possibilite alargar o uso de pulseira eletrónica e permanência na residência, em detrimento do encarceramento, a indivíduos condenados a penas de prisão efetiva - fala-se em penas até cinco anos - trouxe-me à memória a famigerada La Catedral.

Esta prisão, também conhecida como Hotel Escobar ou Club Medellín, pelas mordomias concedidas aos seus "ilustres hóspedes", foi construída pelo próprio narcotraficante Pablo Escobar para ali passar os cinco anos de prisão que aceitou cumprir após negociação com o governo colombiano do Presidente Gaviria - para evitar a extradição para os Estados Unidos - e é exemplo da sujeição dos governos ao poder e vontade dos patrões do crime organizado.

Excessiva esta associação?... Poderá ser! Mas, mesmo sem sorrir com os valores economicistas ou humanistas invocados para a mudança, é inegável que tal propósito, a concretizar-se, trará grande alívio a segmentos da população condenada que, pela sua condição social e económica, poderão cumprir as penas de prisão no conforto das suas boas casas ou vivendas, frustrando-se, assim, o intuito punitivo que as penas de prisão também têm. E não! Esta lei não será igual para todos!
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