Lodo

Teófilo Santiago

Lodo

É imperativo que os representantes da Justiça não se deixem “enrolar”.
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Por Teófilo Santiago|18.11.16
Definitivamente, a justiça criminal tarda em sair das águas lodosas para onde mansamente se deixou conduzir. Mas pior, alguns dos seus intérpretes vão dando sinais de que é ali que se sentem cómodos e sem vontade de contribuir para que o estado de coisas se altere.

Atitude que radica no convencimento de que a sua postura branda e colaborante - bem ao jeito pretendido por aqueles que desejam uma justiça fragilizada, desprestigiada e a justificar uma reforma profunda e à medida - lhes virá a ser reconhecida e que não serão esquecidos num futuro que antecipam para breve.

Reformas e mudanças que já se vão anunciando e pretendem retirar independência e autonomia ao que, desdenhosamente, vão designando por "corporações judiciárias" e quebrar a espinha a uma Justiça que apesar das malfeitorias a que tem estado exposta ainda consegue ter reservas e vontade para enfrentar e travar alguns desmandos dos poderes instalados e dar luta ao crime organizado e à corrupção, que teima em medrar.

É imperativo que os representantes da Justiça não se deixem arrastar para situações e episódios pouco abonatórios - a roçar o caricato - maliciosamente provocados e publicitados por criaturas pouco escrupulosas, que têm no lodo o seu habitat de eleição.
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