O amor não tem idade

Tiago Rebelo

O amor não tem idade

Foram três meses intensos. Ora ficavam em casa dele, ora dormiam em casa dela.
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Por Tiago Rebelo|07.06.15
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O amor não tem idade
Tiago Rebelo, escritor e cronista do 'CM'

Ele entrou na vida dela de surpresa. Tiveram um breve romance apaixonado, andavam na rua de mãos dadas como adolescentes, falavam ao telefone amiúde, combinavam encontros imprevistos a meio do dia e ela pensava a felicidade é isto! Levava um sorriso inconsciente no rosto iluminado e ria-se com gosto se alguém lhe perguntava qual era o segredo da sua alegria. Não era mistério nenhum, era só o entusiasmo do amor que a fazia reviver como já não lhe acontecia há muito, como pensara que não lhe voltaria a acontecer.


Foram três meses intensos. Ora ficavam em casa dele, ora dormiam em casa dela, ora faziam uma mala ligeira e partiam de carro para um fim-de-semana sem destino prévio, dormindo numa terra qualquer onde o acaso os levasse.


Depois, subitamente, ele desinteressou-se sem nenhum motivo aparente, deixou de telefonar, inventou desculpas para as ausências, saiu da vida dela tão depressa como surgiu, como um furacão que deixa para trás uma devastação de sentimentos.


Ela sentiu-se enganada, entristeceu, ficou doente de amor, pensando nele obsessivamente, procurando explicações razoáveis para o seu comportamento insensato. Perguntava-se porque lhe dissera que a amava se não era verdade, e a paixão de há pouco tornou-se rapidamente em frustração, raiva, rancor.

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