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Por Francisco José Viegas|19.10.16
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Entrámos num mundo novo. Corri pela internet a ler tudo o que podia sobre essa nova época e encomendei dois livros pela Amazon.

Trata-se da pós-verdade. Fixem: pós-verdade. Um mundo em que a verdade não conta, em que não é um valor, em que (perante uma acusação na imprensa) não se exige prova nenhuma – e, pior, não se exige que seja verdade.

Primeiro pilar: as ‘redes sociais’, esse lodo pantanoso onde cresce quase todo o zoo pós-humano de hoje, com a sua procissão de ódios, vaidades, mentiras, palhaçada, encenações, imundície e desejo de morte.

Segundo pilar: o populismo político, à esquerda e à direita, histérico e simplista, numa escala que vai do Podemos a Donald Trump, unidos pelo gozo da mentira.

Terceiro: um mundo onde não interessa nenhuma das verdades essenciais – nas relações pessoais, ideias e factos – mas apenas a encenação de uma promessa ou  um ressentimento. Haverá um tempo em que desejaremos silêncio, afastamento, um pouco de bondade, até um pouco de um Deus desconhecido. Mas entretanto devemos estar precavidos: a verdade já foi.
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