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Por Francisco José Viegas|30.11.16
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Não deixemos para amanhã o que podemos fazer hoje: falar sobre Espanha. Por mim, vivi parte da infância com a gravura da defenestração de Miguel de Vasconcelos às mãos dos "conjurados" e com D. João IV de gola eclesiástica vindo da penumbra.

De D. Afonso declarando a independência até 1640, passando por Nuno Álvares Pereira e pelos episódios de Colombo e Magalhães, a Espanha era o inimigo aberto. Mas quis o destino que vivesse até ao fim da adolescência encostado à fronteira, que fôssemos aos bailes do colégio da Av. Portugal na vila galega vizinha e que consumíssemos La Casera. Praticamente, sou bilingue. Vi TV espanhola desde a infância.

Li os poetas e filósofos espanhóis. Tive uma namorada espanhola. Escrevi um romance passado em Espanha – o país que tínhamos de atravessar de noite, de comboio, para chegar à Europa.

A verdade é que precisamos de Espanha, e não apenas pela economia, mas para que tenhamos alguém de quem desconfiar, ao jeito de um infiel inimigo. Digam lá que não é estranho ver um Filipe ser festejado no Porto e Guimarães com gritos de ‘Viva o Rei!’.
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