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Os polícias e moralistas da literatura não ficarão muito satisfeitos com o Grande Prémio de Poesia para Helder Moura Pereira; tanto melhor.
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Por Francisco José Viegas|20.04.17
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Os polícias e moralistas da literatura não ficarão muito satisfeitos com o Grande Prémio de Poesia para Helder Moura Pereira; tanto melhor.

Trata-se de um dos nossos grandes poetas (e tradutor notável, de grande mérito). Não só, evidentemente, por este livro, ‘Golpe de Teatro’ (Assírio & Alvim) - mas por uma das obras mais consistentes da poesia portuguesa do último quartel do século XX e estas duas primeiras décadas do atual.

Nada nos pode dar mais alegria do que ver este prémio da APE distinguir um autor como Helder Moura Pereira (n. 1949), a mão que assina livros tão importantes como ‘Carta de Rumos’, ‘Nem por Sombras’, ‘Mútuo Consentimento’, ‘Lágrima’, o mínimo ‘Eu Depois Inventei o Resto’, sem deixar de mencionar a sua participação no histórico ‘Cartucho’ (de 1976, com três grandes poetas: Joaquim Manuel Magalhães, João Miguel Fernandes Jorge e A. Franco Alexandre), inesquecível.

Leiam os seus poemas, um relâmpago de harmonia: "Mantêm-se as causas iguais/das pequenas alegrias, longe da alegria, a rotina/dos sorrisos vem de nenhum vício. Este abandono/custa."
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