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Por Francisco José Viegas|18.05.17
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Sob o efeito da guerra que ocupara a Europa no início da segunda metade do século XVIII e ainda vivendo o horror do terramoto de Lisboa, o de 1755, Voltaire termina ‘Cândido, ou o Otimismo’ de uma forma enigmática, mas deliciosa – sim, o otimismo é bom; mas "devemos cultivar o nosso jardim".

Foi essa a escolha dos eleitores franceses (como está a ser a dos alemães, aliás, voltando as costas ao populismo de Schulz): um certo regresso a casa, cuidar da França, recentrar a política para que ela tenha espaço para a imaginação. Por alguma razão isso não alegra nem seduz os nossos tribunos, certamente porque têm dificuldade em ler a língua de Voltaire (e, assim, de compreender como a França voltou a estar no centro da Europa).

É possível que este "novo centro" francês, bem expresso no governo anunciado ontem, ao afastar os cavernícolas da velha esquerda (a balela dos "insubmissos profissionais") tanto como os herdeiros da gerontocracia da direita (e da sua pose) consiga despenalizar a política. E que os europeus possam cumprir o desígnio de Voltaire: cultivar o seu jardim.

Citação do dia
"E que tal afrouxar nó ao contribuinte, o verdadeiro herói desta história?"  
Carlos Rodrigues ontem, no CM 

Sugestão do dia
HAMMETT - Descansar e ler um policial – na coleção Vampiro, o regresso de Dashiell Hammett em ‘Colheita Sangrenta’. História negra de corrupção americana. Trabalho para Continental Op, cinco estrelas.

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