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Caça ao homem

Ricardo Ramos

Caça ao homem

Pela enésima vez circulam rumores sobre a morte do líder do Daesh, Abu Bakr al-Baghdadi.
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Por Ricardo Ramos|19.06.17
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Pela enésima vez circulam rumores sobre a morte do líder do Daesh, Abu Bakr al-Baghdadi. Desta vez terá morrido num bombardeamento russo na Síria. Tal como já tinha ‘morrido’ num ataque dos EUA no Iraque em março de 2015, num bombardeamento em Raqqa no início de 2016 ou num ataque das forças especiais norte-americanas na Síria, em março último.

A verdade é que não faz grande diferença se o homem que proclamou o Califado está vivo ou morto. O mal que ajudou a criar está vivo e as suas raízes estão espalhadas por todo o Mundo, como o demonstram os recentes ataques no Reino Unido, França, Austrália e Filipinas.

Também não será a queda de Mossul ou de Raqqa a acabar com o terrorismo. Ajudam, é certo, tal como a morte de al-Baghdadi, mas não resolvem o problema. O inimigo vive há muito entre nós e aguarda apenas o momento de atacar.

Theresa May disse, e bem, que há "demasiada tolerância com o extremismo" nas nossas sociedades. Enquanto os terroristas continuarem à vontade a defender a matança de inocentes, de nada serve gastar milhões numa ilusória ‘caça ao homem’ nos desertos do Iraque e da Síria.

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