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Pés de barro

Ricardo Valadas

Pés de barro

Toda a vaidade é perecível. A gula securitária e a ostentação também.
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Por Ricardo Valadas|13.08.17
O rei Nabucodonosor, senhor da Babilónia, ostentava os seus escravos e as suas riquezas com uma vaidade incomparável. Um desses escravos, chamava-se Daniel, era o mais inteligente e o mais generoso.

Numa manhã, o rei teve um sonho assustador, que se dissipara à luz do dia, sem saber como findara. De seguida mandou chamar os sábios do reino e exigiu-lhes que lhe dissessem como terminava o sonho. Sem sucesso. Por mais sábio que se seja, ninguém pode adivinhar os sonhos de outra pessoa.

Daniel, no entanto, soube da intenção do rei e pediu a Deus que lhe mostrasse o sonho.

Na madrugada seguinte, Daniel, mal acordou, pediu para ser recebido por Nabucodonosor. Sabia o que o Rei havia sonhado.

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